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Quem Dominara o Século XXI ?
Por: Mario
Kumandala
Durante a Guerra fria sempre foi possivel
para os observadores politicos responderem quase com
exactidao microscopica que os Estados Unidos e Uniao
Sovietica eram inrrefutavelmente os Imperios que dominavao
o seculo XX. Com a a Glasnote e a Perestroyka, poren,
uma nova realidade surgiu. Hoje, ja e evidente que
os Estados Unidos da America estao lancando os fundamentos
do novo Imperio Mundial. Parece ironico para alguem
como eu que segue os desenvolvimentos economico-politicos
deste pais apartir da propria capital do mundo livre,
Washington, DC cheagar a tal conclusao que pode ser
desafiada a qualquer momento.
Durante a sua visita em Junho, a famosa
Academia military de West Point o Presidente George
W Bush, assegurou aos cadets, que a America nao possuia
nenhum Imperio a extender nem utopia de estabelecer
um. Mas numa outra nota contraditoria a esta filosofia,
no mesmo discurso ele disse: “Os Estados Unidos
pretendem manter uma superioridade militar fora do
desafio, portando tornando a corrida armamentista
de outras eras inrrelevante,… Os Estados Unidos
nao buscarao seguranca atravez de meios mais modestos
e realisticos operando dentro do sistema global de
equilibrio do poder, nem vao adoptar uma estrategia
liberal dentro da qual instituicoes, democracias e
os mercados integrados reduzem a importancia do poder
politico de uma vez por todas. A America sera muito
mais poderosa do que outros maiores estados, a rivalidade
estrategica e a competicao para a seguranca entre
os grandes poderes vai desaparecer deixandos todos
– nao somente os Estados Unidos em uma situacao
melhor”.
Traducao; esta e simplesmente uma chamada
unilateral para os Estados Unidos da America legitimarem
uma invasao preemptiva, ou seja preventiva e uso de
forca se possivel facilitado por uma coligacao de
desejosos, mais finalmente sem limitacoes pelas leis
e regras da comunidade internacional.
Na sua mais alta extrema, esta doutrina
forma o que muitos analistas politicos chamam de ‘Visao
Neo-Imperial’ dentro da qual os E.U.A delegam
para si mesmos o previlegio global de determinar os
estandardes, determinar ameacas, usando forca e no
proceso projectar justica.. Nesta visao, soberania
se torna absoluta para os E.U.A, e nula para qualquer
pais que desafiar Washington. Os defensores desta
doutrina usam o caracter apocaliptico do terrorismo
visto recentemente para justificarem seus dogmas.
Esta grande estrategica visao neo-imperial, ameaca
romper a comunidade internacional e a parceria politica
que a conjuntura politica da aldeia global necessita
para enfrentar o nosso futuro emediato e o de nossos
netos.
Numa breve chronologia historica, notamos
que a politica internacional dos E.U.A tem sido definida
desde 1940 por duas grandes estretegias: manutencao
do equilibrio do poder. E ja depois da Segunda Guerra
mundial tornou-se paramounte a segunda estrategia
na qual reconstrucao economica e democracia tornaram-se
sinonimas. Na primeira estrategia, foi importante
para a America conciliar politicas de contencao e
bloqueiamento do expansionismo Sovietico. O deterrante
nuclear foi como trunfo principal no equilibriou de
forcas. Com o fim da guerra fria, a parceria entre
a America, China, Japao e os estados independents
da ex- Uniao Sovietica tem repousado em seguranca
e compromissos reciprocos. Partindo da premisa de
que, mercados livres, democracia e instituicoes multilaterais
eram factores inseparaveis, nesta simbiose, os interesses
dos E.U.A sempre foram respeitados. Dai as instituicoes
de Bretton Woods, e companhia, foram por muito tempo
a componente mais forte do mundo industrializado para
que fosse mantida uma forma de ‘status quo’
na articulacao desta Nova Ordem Mundial como o mais
velho Bush e a administracao Clinton a rotularam.
Com fim da Guerra Fria, num mundo sem
alternativa, surgiu assim a necessidade de se formular
e estabelecer-se uma nava grande estrategia. Esta
nova visao estrategica e fundamentalmente em resposta
ao terrorismo do 11 de Setembro perpetrado por agentes
ligados a Assama Bin Laddin. De acordo com este novo
paradigma, os E.U.A serao doravante menos constrangidos
pelos seus parceiros e pelas regras internacionais
enquanto estiverem na rota antecipatoria de destruir
terroristas antes que eles causem mais dano a America.
Esta nova estrategia composta por sete elementos advoca:
1. Um mundo uni-polar, onde os E.U.A
nao terao rival e nenhuma hegemonia ou coligacao sem
a bencao previa dos E.U.A devera ser permitida.
2. Possibilidade de uma ameaca global
por pequenos grupos terroristas coadjuvados por certos
estados considerados por Washington como terroristas.
Como estes grupos nao oferessem plataforma negocial
ou seguranca mutua, eles devem ser eliminadados.
3. O terceiro elemento desta nova
visao estrategica de Washington e que a politica da
era da guerra fria esta utrapasada. Isto porque a
ameaca global de hoje provem de neteworks de terroristas
transnacionais que nao possuem domicilio fisico.
4. O quarto elemento desafia a nocao
de soberania de estado. Pelo facto de que os grupos
terrorista nao podem ser pacificados, os E.U.A tem
que estar preparados para entevir a qualquer lugar,
a qualquer hora, para desmoronar qualquer ameaca.
Como os terroristas nao respeitam fronteiras entao
- argumentam os defensores desta visao - os E.U.A
nao devem respeitar fronteiras. Para a Casa Branca,
agora nao existem limites material de soberania. Em
suma, estados ou governos que falharem na sua misao
de comportar-se como autoridades respeitaveis, observadores
de leis e regras comuns, perderao sua soberania.
5. O quinto elemento consiste em uma
depreciacao geral das regras internacionais, tratados,
e parcerias de seguranca comum. Nesta logica nota-se
o repudio dos Protocolos de Kyoto, A Corte Criminal
Internacional e a Convencao as Armas Biologicas.
6. Os E.U.A devem jogar um papel directo
e sem constrangimentos em responder as ameacas contra
os seus interesses. Esta conclusao deve-se ao facto
de que nao exite nacao nenhuma ou bloco com forca
de projeccao e capacidade de responder ou terrorismo
mundial.
7. Finalmente, estabilidade internacional
ja nao e um objectivo desejavel e sustentavel.
Um praradoxo imediato se apresenta
diante destes elementos.A verdade e que o Neo-Imperialismo
e insustentavel. Um ataque unilateral podem muito
bem surtir efeito em derrubar os Saddams Husseins
do mundo, mais a longo praso, nao existem probabilidades
de sucesso. Tambem, outro perigo associado com esta
visao unilateral, e que, uma vez aplicado pelos E.U.A,
nada podera deter outros estados em defesa de seus
interesses em emularem os mesmo metodos.
Para se fazer justica a este posicionamento
pelos E.U.A, basta analizar os mais recentes depoimentos
do Secretario de Defesa Donald Rumsfeld quando dramatizava
o perigo eminente das ameacas que confrontam este
pais: Existem coisas que nos sabemos que sabemos.
Existem coisas que sabemos que nao sabemos. Cada ano
descubrimos um pouco mais do desconhecido__ E o Presidente
Bush em West Point deixou tudo bem claro: Qualquer
pais que decidir por agressao e terror pagara o preco
devido.
Os components desta grande estrategia
Americana apresentam um problema global. Por exemplo
a Africa na sua totalidade, ja nao acredita mais nas
politicas tanto de investimento, como desenvolvimento
economico provenientes, de Washington. A desconfianca
e muito mais colossal nos paises arabes e entre muculmanos.
A Uniao Europeia ja demonstrou desde a ultima conferencia
mundial sobre o racismo a ano passado na Africa do
Sul, que as politicas e estrategias de Washington
sao contraditorias entre si mesmas. Hoje quase em
todos os continents existem um grupo que avidamente
discorda com as politicas de Washington nas areas
de comercio, subsidios para agricultura, meio ambiente
e o comportmento unilateral desta administracao. Em
suma, o problema de imagem dos E.U.A nao e regional,
mas global.
Assim como a superioridade do dollar
americano, nao pude durante a administracao de Truman,
deter o expansionismo Sovietico, superioridade militar
desta administracao, pudera nao consolidar a nova
ordem mundial. Um dos factores que contribuio para
o sucesso de Stalin nesta epoca foi o facto de que
as relacoes entre Moscovo e Washington se encontravam
muito tensas. A politica externa de Moscovo baseiou-se
entao na analize de que Washigton estava caminhando
a passos largos para uma grande depressao economica.
Nesta ocasiao Stalin queria receber USD100 millions
em reparacoes, provenientes da Italia, Japao e Alemanha.
Esta posicao foi grandemente contestada por Washington
que havia a esta autura investido, USD 980 millions
em ajuda de reconstrucao para a Europa e Japao. O
mundo que o dollar americano construio desabou imediatamente
assim que certas mudancas tornaram-se necessarias
em Washington.O sonho Americano desmoronou-se depois
de mais de duas decadas de dominar o mundo com o dollar.
O paralelo aqui e evidente, o eventual
vazio no Afeganistao e no Iraq nao poderao ser preenchidos
pura e simplesmente pela superioridade military de
Washington. Sobretudo quando mais de 90 por cento
da populacao mundial e na sua maioria muculmanos acreditam
que a palavras de Washington sao ambivalentes com
as politicas e regras da administracao, em particular
a tendencia de Washington em aturar e suportar regimes
autocraticos no mundo Arab. Washington provou para
o mundo que nem sempre sua analise estrategica e estrategica.
A rejecao do Protocolo de Kyoto, o Tratado de banir
minas anti-pessoais, a Corte Internacional de Justica,
e a Convencaqo de Genocidio sao exemplos bem recentes
de como esta administracao ainda nao acordou a realidade
da aldeia global.
Animosidade contra America ja nao
e um fenomeno exclusivamente Arab e muculmano, mais
sim parte de governos, personalidades e organizacoes
que no fim poderao ser classificados como terroristas.
O maior desafio, e esperanca no seio deste caos todo,
e que imperios sempre cavaram seus proprios abismos.
Portando parte do desafio que Washington enfrentara
neste novo melenio sera o de proporcionar uma explicacao
aplausivel a humanidade, da qual a America e parte
com quarto por centos, porque eles fazem o que fazem.
Se o unilateralismo nao for desafiado
e nao existir espaco para dialogo e unidade na diversidade,
a historia vai se repetir. Estados poderosos que sobre-estimaram
sua potencialidade como Charles V, Louis XIV, Napoleao
e os lederes da post-Bismarck Germany; a semelhanca
de Washington, alimentaram o desejo de expandir seus
imperios, impondo na trajectoria, coersivamente suas
politicas para os outros, resultado; seus imperios
desapareceram. Quando? Quando outras nacoes decidiram
que nao estavam preparados a viver num mundo dominado
por um pais coersivo.
Talvez o ‘modus
operandi’ de Washington e muito mais benigno,
mas uma estrategia unilateral e fanatica, pode fazer
com que a historia se repita. Se assim acontecer,
e o sonho de imperio americano desmoronar-se na batalha
convencional, tudo que posso dizer e que Deus tenha
misericordia de nossas almas.
Washington D.C

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