Pontos de Vista - Abril, 2002
Nome: Maria de
Fatima.
E-mail: seripipi@mail.telepac.pt
Ex.mos Senhores:
Serve
a presente para vos dizer que fiquei bastante surpreendida ao encontrar
a vossa página na Internet. Primeiro porque sou angolana e os meus
pais e os meus filhos também o são. Depois porque a minha
mãe falava o umbundu mas já está muito esquecida
e já se não lembra de muita coisa. Por isso os meus parabéns
pelo trabalho realizado, embora lamente a feição política
do mesmo. Acontece que neste momento estou a fazer um trabalho no âmbito
da minha profissão - professora, sobre o tema Angola e precisava
de saber os nomes de alguns animais e frutos em umbundu. Se não
for muito incómodo agradecia que me pudesse dar os nomes das seguintes
palavras: avestruz, jiboia, zebra, papagaio, flamingo, macaco,
cabra de leque, hipopótamo, abacaxi, banana, côco,
melão, melancia, mamão, manga, goiaba, laranja
morango.
- Que
nome se dá ao homem em madeira que é conhecido por "pensador"?
E é
tudo. Muito grata fico pela ajuda que me possa dar. Tapandula....Com os
melhores cumprimentos .Maria de Fátima
Cara Maria de Fátima
É
com muito prazer que lhe escrevemos, assim como atendemos ao seu pedido.
Agradecemos imenso o elogio que fez ao nosso Website Nação
Ovimbndu. Quanto à feição política,
pode crer que também a lamentamos. Infelizmente, se ler um pouco
a historia dos movimentos que lutam pela sobrevivência de minorias,etnias
extinção,verá que a componente política está
sempre presente,pois são movimentos que lutam, na maior parte dos
casos contra governos despóticos, tal como o e o governo do Éme.Mas
vamos ao mais importante que é responder ao seu pedido. Aí
vão os nomes das palavras que nos mandou na língua umbundu.
| Português |
Umbundu |
| Avestruz |
Ombo |
| Papagaio |
Kalongo |
| Macaco |
Osima |
| Abacaxi |
Ombakachichi |
| Cabra
de leque |
Onunsi |
| Melão |
Omelão |
| Manga |
Omanga |
| Morango |
Omulangu |
| Jibóia |
Omoma |
| Flamingo |
Onjimbo |
| Hipopótamo |
Ongeve |
| Banana |
Ahondio |
| Melancia |
Omelasiya |
| Goiaba |
Olongawya |
| Zebra |
Onyani
(lê-se onhani) |
| Coco |
Ekoko |
| Mamão |
Ocimama |
| Laranja |
Olalanja |
O Pensador
Chokwe, também é conhecido por Samayongo.
Aceite um forte
abraço da equipa do Website Nação OvimbunduSempre
ao seu dispor.
MPSO

Nomeme: Wavutuka
Kumdinda
E-mail: kumdynda@muangole.zzn.com
Carissimos,
Cabe-me exprimir
aquilo que me vem na alma, sem querer ferir sensiblidades.Comeco por elogiar
o bom senso dos jovens no sentido de fazerem esta pagina e louvar o sacrificio
e o espirito sadio, irmaos sou KIMBUNDO etnico estou na diaspora como
muitos outros e tenho a minha analise sobre esta complexidade que e' o
processo de paz em angola...sem querer influenciar mentes mas apercebi-me
que o individuos que postaram mensagem nesta pagina consideram o povo
OVIMBUNDO como vitima deste processo( guerra) sem querer aceitar que foi
o proprio savimbi quem ditou a regra do jogo, portanto qualquer outro
povo em angola so estas represarias de complexidade por parte de outro
grupos tribal ou etnico isto nao e' so os OVIMBUMDUS ora, meu pai sempre
viveu no sul de angola e dempre foi alvo de descriminacao...pelo simples
facto de ser kimbundu portanto pessoal nao vamos cultivar o raciocionio
tribal mas sim analizar as coisa como devem ser...os OVIMBUNDU sao os
inteligentes ou intelectuais em angola que fez esta analise isto e' absurdo
nos como seres humanos temos as nossas pontecialidades e nao acredito
que esta afirmacao seja um facto...sobre a guerra perpetruada a este povo
os OVIMBUNDUS sabem porque existe e nao tenho a unita como partido politico
mas sim militar e rompe automaticamente com a constituicao do governo
no refer que nao pode existir um grupo armado paralelo ao exercito, a
morte de Savimbi na minha opiniao ele sempre duvidou das capaciadades
do governo e houve na minha opiniao tolerancia por parte deles, savimbi
nao e' politico!..e foi uma perda inreparavel para o povo angolano deve
pertencer no quadro historico angolano antes de 1992 depois nao qualifica!..irmaos
peco incalcalvemente pela unificacao de ideais e ja mais a favor de campanhas
assassinas. Atenciosamente
Caro Wavutuka
Antes
de mais as nossas saudações e agradecimentos por nos ter
escrito e ter elogiado a nossa página. Queríamos dizer-lhe
que nesta página pode dizer o que quiser (sem obscenidades,claro),
que, pelo menos a nós não ferirá alguma sensibilidade,
pois habituamo-nos, desde há muito, a viver na diferença
e na tolerância. Sobre as ideias que emite temos a dizer, em primeiro
lugar que, de facto, nos achamos vitimas deste processo (guerra).
Como disse alguém num dos e-mails posteriores ao seu não
só os ovimbundu (...) têm morrido na guerra, mas são
os que mais perderam. Bem, agora não é bem verdade
que a guerra tenha como causa o facto de o Dr. Savimbi não ter
acatado as regras do jogo. Isso pode ser um motivo para a
guerra, mas não a causa. Esta ideia seria tão ingénua
com afirmar que as causas da II guerra mundial assentam em Hitler.
A guerra
de Angola só pode ser bem compreendida se tivermos em conta alguns
factores históricos (colonialismo) culturais, económicos
e sociais. O Dr. Savimbi foi apenas um líder que, com o seu carisma
e também a sua ambição, soube capitalizar as contradicções
do momento histórico em que viveu, e tendo como base a nossa etnia
fazer, vingar o seu projecto pessoal. Portanto, para nós, as causas
da guerra de Angola transcendem a personalidade desse líder. Agora
quanto aos preconceitos inter-étnicos, isso é normal em
qualquer país. Cá em Portugal, por exemplo, o Alentejano
é motivo de chacota. Em Angola, pelo que nos disseram os nossos
pais, acontece os mesmos e na mesma etnia: os kimbundu de Luanda, por
exemplo,zombam dos de Malange (não pagam renda); portanto, é
normal que o seu pai também fosse discriminado quando esteve no
Sul. Mas isso não e grave; grave é quando essa descriminação
é institucionalizada e,sobretudo pela força política
que está no poder. Agora quanto a inteligência dos ovimbundu,
voltamos,mais uma vez a reafirmar as nossas ideias. Não há
etnia mais inteligente que a outra; pode,isso sim, haver uma etnia que,pela
sua densidade populacional tenha mais pessoas inteligentes que a outra.
Por último,queríamos dizer-lhe que mais que ninguém
em Angola sofreu, como nós as agruras da guerra e, como tal nós
temos uma arma poderosa que é a DEMOCRACIA; DAÍ QUE NUNCA
FAREMOS O QUE SR. DESIGNA POR CAMPANHAS ASSASSINAS
É
tudo que temos para lhe dizer.Escreva-nos sempre
TUDO
PELA TRIBO;NADA PELAS ARMAS
MPSO

Nome: Francisco
Manuel
E-mail: quidala@yahoo.com.br
E de louvar a esta pagina que fala sobre o historial dos Ovinbumdo,uma
pagina da Reconciliaçao e Paz,Eu sou natural da Gabela,Provincia
do Kwanza-sul,Espero que façam mais algumas noticias da Reconciliaçao,para
que os Quinbundos mudam de mentalidade,e queiro saber por esta via,se
Provincia do Kwanza-sul e Kinbumdo ou Ovinbundo.
Caro Francisco Manuel
Lemos,
com muito agrado e satisfação, o seu e-mail e agradecemos
as palavras que nos dirigiu pois, muito contrariamente a outros que nos
acusam de pretendermos lançar mais lenha à fogueira, nós
defendemos precisamente o contrário. Ou seja, a Democracia, a Tolerância
e a Paz, para que o conflito deixe de ser de armas, mas de ideias. Logo,
não há pessoas mais interessadas que nós na paz e
reconciliação.
Agora
sobre a questão da mudança de mentalidade dos Kimbundu para
com os Ovimbundu, nós somos da opinião que o problema posto
assim, está mal colocado. Na nossa opinião não são
os Kimbundu que têm medo dos ovimbundu (por causa do voto),mas uma
força política que tem os Kimbundu como base étnica
de apoio, o que é diferente. Inclusivamente, nós nos perguntamos,
várias vezes, se os líderes dessa força são
mesmo kimbundu, pois custa-nos entender como no 27 de Maio, dezenas de
milhares de kimbundu foram barbaramente assassinados por este força
e, sobretudo, grande parte dos intelectuais. Bem, infelizmente, a moda
deve ter pegado em Angola, pois o Dr. Savimbi, também fez o mesmo
com a sua etnia.
Vamos
terminar, respondendo a sua pergunta. Quando se fala de Kwanza-Sul, há
que ter um certo cuidado em definir, de um modo linear, se a etnia predominante
nessa província é umbundu ou kimbundu. Nós diríamos
que coexistem aí as duas etnias. Ou seja, as localidades mais próximas
de Benguela, Huambo,Bié, têm uma forte percentagem de umbundus
(Seles,Cassongue, Mussende,etc.); no entanto, províncias mais próximas
do Bengo e de Malange, têm maior predominância Kimbundu (Quilenda,
Calulo,etc.) e não deixa de ser interessante notar que, nessas
províncias, os dialectos que se falam, se apresentem como variantes
do Umbundu e do Kimbundu. É o caso dos Pinda que se aproximam mais
aos umbundu e os Ngoia que se aproximam mais aos Kimbundu. No entanto,
os Ambuis, de acordo com vários estudiosos, pertencem à
etnia ovimbundu.
Escreva-nos
sempre
MPSO

Nome: Ndqui
E-mail: mail-ndoqui@bol.com
Aos Povos Ovimbundos, MPSO
Como
Angolano que somos, é digno de nos admirar entre nós, ciente de
que somos uma Nação inteligente, mas, quando utilizamos
esta, para o bem do desenvolvimento de Angola, no palco de jogo de interesses das
classes sociais angolanas " Democracia". Sou Cabinda, estudante
universitário no curso de ( RI )Relações Internacionais,
já no 7º período. Dado o meu curso exige conhecimentos
gerais decidi pesquisar, o finado Savimbi e a UNITA com Organização
X, por internet naveguei vários sites entre os estes foi a
Nação ovimbundos. admirei o vosso trabalho, fiquei
satisfeito de ter encontrado o que li vocês estão de parabéns.
Continuem assim pois estão no caminho quase certo. perceptivelmente,
vós insinuam democracia Pais junto, a federalização
das províncias, como Estados Federas, da Republica Federativa de
Angola? Pois tais forma levaria a valorização da pessoa
como individuo e este tem costumes diferentes entre nós estes
devem ser respeitada de acordo com sua região? sua autodeterminação
sem precisar de dividir a nação em várias partículas
tão minúsculas. Estou ciente de que é desta
forma, que Angola poderá manter-se unida.Não sou partidário
de nenhum partido político mas como cidadão devo lhes uma
uma critica, aos simpatizantes do Dr. Savimbi não levo-o como
cidadão de honra pois, estaremos enganados com ele sempre
nos mentiu, foi inteligente carismática até certo modo mais
infiel do outro, que o digam os meus amigos NZAU PUNA e TONY
DA COSTA FERNANDES, e não só mais todas as tribos angolanas
o acolheram, mais ele nos enganou com o seu espírito egoísta,
vingador, de um certo modo Hitler, sem muito exagero. Bom trabalho
e saudações deste vosso irmão ANDRE NDQUI JUNIOR.
Caro NDQUI
Não
temos palavras suficientes para expressar a nossa gratidão ao lermos
o seu e-mail e as palavras tão prestimosas com as quais se nos
dirigiu. Sobre o tipo de Estado a adoptar, no futuro, em Angola temos
a dizer que, talvez seja necessário dividir o país em Estados
Federados, aos estilo dos Estados Unidos da América ou do Brasil;
ainda que Angola não seja tão grande assim. Ou talvez as
coisas deverão manter-se como estão. Este problema das autonomias
das províncias tem-se posto, ultimamente, por causa da Governação
do MPLA, que incrementou as assimetrias regionais e reduziu Angola apenas
a Luanda. O pai de um dos membros da equipa deste nosso Website esteve
em Cabinda (Buco Zau) e viu situações muito caricatas de
pobreza, miséria e de falta de petróleo para iluminar certas
casas. Como é que isso não revolta as comunidades, pois,
neste caso, e sabe-se muito bem, Cabinda é praticamente quem está
alimentar as modormias dos homens do poder e a própria guerra.
Nós temos a esperança de que com o fim da governação
do MPLA (que, naturalmente, acontecerá um dia, embora eles não
acreditem) essa situação das assimetrias regionais será
ultrapassada e talvez, quem lá sabe, até os Cabindenses
ou Cabindianos (como quiser) possam desistir das suas pretensões
independentistas.Sobre o Dr. Savimbi, tem muito razão. Ele enganou
a todos; mais grave ainda enganou-se a si próprio e foi, na verdade,
infiel aos seus amigos e colaboradores mais próximos, muitos dos
quais lhes tirou a vida. Aproveitamos esta oportunidade para lhe informar
que o seu conterrâneo étnico Nzau Puna, foi tão assassino
quanto o seu líder Jonas Savimbi. Pessoas há que contam
cenas aterradoras dele, que agora quer vestir-se de pele de cordeiro.
Aliás, só assim se explica como ele foi,durante muito tempo,
o homem mais próximo do Dr. Jonas Savimbi, o que só seria
possível com banquetes de sangue. Êxitos no seu curso de
relações internacionais e não se esqueça:
não deixe de nos escrever: terá sempre uma resposta.
MPSO

Nome: LaBelle
E-mail: LaBelle@Hotmail.com
Sou natural do Cubal-Benguela, filho de um bieno com uma caluquembe, portanto
Ovimbundu do grupo va-hanha, contudo estranha-me o linha de pensamento
que se pretende nesta página daí as seguintes interrogações.
Quais são as vossas reais intenções? Imitar as FLEC´s
de Cabinda? Porque falam vocês em nome de todos Ovimbundus? Têm
a anuncia deles para falarem em seu nome? Pretendem vocês criar
um estado Ovimbundo fora do contexto angola. em que iria isso ajudar?
Imitar o que aconteceu com a antiga Yugoslávia? Estas pretensões
sessessionistas iriam homenagear os 30 e tais anos de guerra do falecido
Savimbi? Será que os Tchokwes, Bakongos, Kwanhamas, etc.. tamb´´em
não têm a sua cultura, história, mulheres bonitas
para reclamarem as nações? Não acham que a revenche
apenas iria piorar a situação até aqui criada pelo
movimento rebelde UNITA que alegando ideais democráticos arrastou
para a senda da guerra, cujas consequências ainda se contabilizam,
este mesmo povo ovimbundu na esperança de se redinirem das "humilhações"
sofridas?
Caro Labelle
Sentimo-nos
honrados e gratos com o seu e-mail. Existem, no entanto, alguns equívocos
que gostaríamos, desde já, de desfazer: (1)
Os reais propósitos desta página são o de unir pessoas,
(ovimbundu ou não) vontades e ideias para fazermos com que a nossa
etnia sobreviva, pois uma das razões que levou ao surgimento do
MPSO, foi a percepção clara da nossa extinção.
É verdade que agora somos apenas uma página, mas amanhã
quem lá sabe ,poderemos ser gente singular que, periodicamente,
se poderia deslocar à Angola com alguns fundos e investir na saúde,
educação e agricultura da nossa etnia e, sobretudo, dos
Hanhas que, por razões históricas e culturais mais precisam
por, de entre os sub-grupos da nossa etnia, serem os que mais ajuda necessitam
a este nível; (2) O facto de ter
um pai Bieno e mãe de Kaluquembe, não faz de si um Hanha.
Pergunte ao seu pai, que ele lhe dirá também isso; agora
se por uma questão de vivência se identifica com os Hanha,
muito bem; não é grave, porque a identidade e a consciência
sub-étnica também se adquire socialmente; (3)
O que diz sobre a criação de um estado independente do tipo
da Jugoslávia, ou agirmos como a Flec, fez-nos partir o coco de
tanto riso. E também nos estranha onde foi descobrir qualquer tendência
seccionista no nosso projecto.
E pode
acreditar que se nós fossemos um partido político (o que
nunca seremos e nem sequer nos interessa sê-lo) não necessitaríamos
de recorrer a armas para alternar o poder do MPLA; bastava-nos trabalhar
no voto étnico.(4) Reconhecemos ter-lhe
induzido em erro pela nossa Declaração de Independência.
Bem, ela é clara. Para começar somos uma realidade virtual,
as nossas identidades não possuem corpo, ou seja, estamos dentro
da civilização do ciberespaço e convém não
confundir isso com a situação real ou material. Virtualmente
emancipamo-nos do governo do MPLA, pois este não exerce nenhum
poder sobre nós e nem sequer reconhecemos a sua soberania. (5)
para terminar, apenas uma achega sobre as anuências que tem que
se ter para se falar em nome de uma etnia.
A nosso
ver esta questão tem que ser posta não em termos de anuência,
mas sim de aderência. Ou seja, a aderência a uma força
política, ONGs ,religião, movimento associativo é
que vai determinar se as pessoas anuem ou não a causa defendida
peloss mesmos. É verdade que não houve nenhuma anuência
para o Mpla ou o Dr. Savimbi representarem os interesses dos angolanos.
Na verdade, só se os angolanos fossem para anitem a existência
de duas forças que os destruiu social,cultural,intelectual e militarmente
o país. Agora a aderência de vários estratos sociais
é que os levou a considerarem que o povo anuía a sua causa
nem que fosse para a morte deste próprio povo. Assim, se o nosso
projecto tiver a aderência de centenas de milhares de ovimbundu,
e não só, seria o sinal mais evidente que temos a anuência
de grande parte dos ovimbundu para falarmos em nome deles. Mas não
fique preocupado com isso, pois de partidos Angola tem a mais e nós
preferimos manter a nossa existência virtual. Talvez um dia, quem
lá sabe se podemos passa ao nível do real?
Escreva-nos
sempre. Não lhe deixaremos sem reposta.
MPSO

Nome: Afonso
Adamo Kilola
e-mail: ANTONI@lgt.org.uk
Com muito prazer saudamos vossa iniciativa. Tal como outros povos da nacao
que herdamos duma administracao e/ou feitos coloniais vossas civilizacoes
OVIMBUNDU, sempre sofreram discriminacoes de varia ordem. Mas longe
de se organizar uma rebeldia vingativa, a luz da imencidao dos incorruptiveis
factos de raizes milenares, vossa iniciativa figura-se paralela a nossa,
refiro-me ao MOVIMENTO MONARQUICO DO CONGO, re-fundado ha 11 anos em Londres,
com um projecto centenar de restauracao do MUI NOBRE REINO DO CONGO. Estais
de parabens pela forca finalmente ganha, de exteriorizar a nacao que na
verdade existe no intimo.Calorosamente,
Antonio Joao Alves D'Nazareth
e Couceiro
Secretario Geral do
MOVIMENTO MONARQUICO DO CONGO.
ANO MMII
Caros senhores do Movimento Monárquico do Congo
Foi com muito prazer
e satisfação que recebemos o vosso e-mail e tomamos conhecimento
da vossa da existência. As vossas palavras foram muito gratificantes
relativamente ao nosso projecto Nação Ovimbundu.
Também saudamos a vossa iniciativa, de criação de
um movimento que visa a restauração do Mui Nobre Reino do
Congo, o que acreditamos ser possível desde que se instaure, em
Angola, uma verdadeira democracia. Dado o facto de terem, como se vê,
uma estrutura organizada e se não é pedir de mais gostaríamos,
dentro do bom relacionamento ente as etnias irmãs, nos enviassem
os vossos estatutos a fim de trocarmos algumas experiências.Não
deixem de nos escrever.Aceitem um forte abraço da equipe do presente
Web-Site
MPSO

Nome: Cinjula
E-mail: cinjula@yahoo.com
Parecendo que não, esta página já faz parte do meu
quotidiano. São poucas as vezes que não ligo o meu computador
para ver "quoi de neuf", nesta página...É uma
página que apesar de tudo, merece o nosso elugiu... é uma
ideia brilhante; agora esperamos que cresça e dê os seus
frutos...Já é uma companhia para muitos de nós, solitários
neste imenso mundo...Gostaria imenso, se fosse possível, que houvesse
uma "janela" de debates, não só para falarmos
de como iremos reconstruir o país, agora que se vislumbra a paz,
mas também debater ciência, cultura, etc, etc.... seria interessante...
ou já existe...Lembrei-me também de um ponto de encontro...
será possível divulgarmos enventos ou outra coisa qualquer?Há
um jovem artista que precisa ser lançado no mercado (qualquer um
serve), esta talves seria também uma maneira de o fazer... quem
sabe não aparece alguém que queira investir? Cuidem-se ovimbundus
e não só... Angola é também nossa... e nós,
não somos um povo inferior... somos apenas diferentes; fazemos,
afinal de contas parte de um mozaïco.... e o que quer isso dizer?
Um dos temas que gostaria que viesse à baila é a possível
mudança da república "popular" de angola, para
uma confederação de nações o que acham os
angolanos disso? há muitos que não gostam desse tipo
de conversa... não têm argumento para a sua aversão
à esse tipo de assunto... mas já me apercebi, que os que
têm fama de espertos e preguiçosos, fazem jus à fama...
se formos a ver, haverá alguém que perderia com isso? quem?...
os ovimbundus, de certeza que não...suiça é um grande
e bom exemplo que a África deveria adoptar... porque teremos que
fingir que gostamos de pirão, quando o que no faz sentir vivos
é o fungi e vice-versa? porque havemos de fingir que não
sabemos falar umbundu, quando é nessa língua que gostamos
de houvir as anedotas ou histórias antes de adormecermos? será
isso ser-se tribalista? não acho... tribalismo seria gostarmos
de nós, realçarmos a nossa cultura e pensar que quem faz
diferente, é simplesmente matumbo...e é por isso que muitos
ovimbundus têm morrido... amam demais a língua deles...
Caro Cinjula
As nossas saudações.
Como se vê tornou-se um dos nossos hóspedes mais frequentes,
o que muito nos anima,encoraja a avançar, embora alguns detractores
da nossa etnia, chegam, inclusivamente ao cúmulo afirmando que
estamos a alimentar o espírito de guerra. Só lamentamos
não podermos responder as expectativas dos nossos visitantes, pois
o quoi de neuf nem sempre surge conforme o vosso desejo. O
que se passa é que somos, na maioria, professores universitários
e é com muito sacrifício que procuramos conciliar as nossas
actividades profissionais com a página. De qualquer das formas,
não deixamos de anotar as suas propostas. Estamos já a trabalhar
na criação de um chat e de um fórum. Pensamos que
dentro de algumas semanas teremos já estas duas ferramentas na
nossa Web-Site. Agora questão sobre os eventos, também já
pensamos nisso. O problema é que nos encontramos cá na Diáspora
e a nossa ida ao país depende essencialmente dois aspectos: a real
democratização do País e, em segundo luga,r do suporte
financeiro. Bem, se esse não é assim tão complexo
pois podemos conseguir patrocinadores, o primeiro è determinante.
Seria muito triste o MPSO, realizar um evento em Luanda e depois dele
todos pararem na cadeia. Mas estamos certos de que o faremos, não
só com temas da nossa etnia mas outros temas de cultura,ciência
e arte.Outras propostas são mais simples (ponto de encontro, publicidade
cultura de jovens angolanos). Caso tenha qualquer coisa relativamente
a isso, é só questão de nos mandar que nós
publicaremos na nossa página sem problemas. Outras questões
que põem como o tribalismo,federação, etc. poremos
em discussão logo assim que o fórum estiver on-line.Apreciamos
muito os seus pontos de vista.Não deixe de nos escrever e se tiver
um ensaio qualquer também mandar, que estamos a publicar agora
outros pontos de vista e opinião. Aceite um forte abraço
da equipe deste Website.
MPSO

Nome: José
Manuel Hamill
E-mail: jmhamill@multitel.co.ao
Quero felicitá-los pelo vosso magnífico web site. É
pena que a maioria das pessoas desta etnia, não tem a possibilidade
de partilhar e colaborar no mesmo.Este espaço serve também
para unificar todo o povo de Angola, de Cabinda ao Cunene, sem distinção
de raças, religiões ou opções políticas.
Deixemos de provocações, intimidações e insultos!!.
"...O mais importante é resolver os problemas do Povo."
- A.A.Neto
De um
"Kimbundu" que ama o seu povo, de Cabinda ao Cunene!
Caro Hamil
Obrigado
pelas suas palavras e mais vindas de alguém de uma etina irmã
nossa, o Kimbundu. Por ironia do destino estamos condenados a ser mais
detestados por alguns ovimbundu e mais apreciados por quase todos os kimbundu,
o que, nos deixa atônitos. Tem razão quando diz que este
espaço também pode unir o povo angolano de Cabinda ao Cunene,pois
oara nós a união passa primeira pela aceitação
de nós próprios sem cairmos em extremismos, para depois
aceitarmos o outro. Ninguém pode gostar o outro sem primeiro gostar
de si.E não há mal nenhum que um kimbundu,ganguela,bakongo,etc.etc.
aprecia e asua.

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