Pontos de Vista - Abril, 2002

 

Nome: Maria de Fatima.
E-mail: seripipi@mail.telepac.pt

Ex.mos Senhores:

Serve a presente para vos dizer que fiquei bastante surpreendida ao encontrar a vossa página na Internet. Primeiro porque sou angolana e os meus pais e os meus filhos também o são. Depois porque a minha mãe falava o umbundu mas já está muito esquecida e já se não lembra de muita coisa. Por isso os meus parabéns pelo trabalho realizado, embora lamente a feição política do mesmo. Acontece que neste momento estou a fazer um trabalho no âmbito da minha profissão - professora, sobre o tema Angola e precisava de saber os nomes de alguns animais e frutos em umbundu. Se não for muito incómodo agradecia que me pudesse dar os nomes das seguintes palavras: avestruz, jiboia,  zebra, papagaio, flamingo, macaco, cabra de leque,  hipopótamo, abacaxi, banana, côco, melão,  melancia, mamão, manga,  goiaba, laranja morango.

- Que nome se dá ao homem em madeira que é conhecido por "pensador"?

E é tudo. Muito grata fico pela ajuda que me possa dar. Tapandula....Com os melhores cumprimentos .Maria de Fátima

 

Cara Maria de Fátima

É com muito prazer que lhe escrevemos, assim como atendemos ao seu pedido. Agradecemos imenso o elogio que fez ao nosso Website “Nação Ovimbndu”. Quanto à feição política, pode crer que também a lamentamos. Infelizmente, se ler um pouco a historia dos movimentos que lutam pela sobrevivência de minorias,etnias extinção,verá que a componente política está sempre presente,pois são movimentos que lutam, na maior parte dos casos contra governos despóticos, tal como o e o governo do Éme.Mas vamos ao mais importante que é responder ao seu pedido. Aí vão os nomes das palavras que nos mandou na língua umbundu.

Português Umbundu
Avestruz Ombo
Papagaio Kalongo
Macaco Osima
Abacaxi Ombakachichi
Cabra de leque Onunsi
Melão Omelão
Manga Omanga
Morango Omulangu
Jibóia Omoma
Flamingo Onjimbo
Hipopótamo Ongeve
Banana Ahondio
Melancia Omelasiya
Goiaba Olongawya
Zebra Onyani (lê-se onhani)
Coco Ekoko
Mamão Ocimama
Laranja Olalanja

 

O “Pensador Chokwe”, também é conhecido por Samayongo.

Aceite um forte abraço da equipa do Website “Nação Ovimbundu”Sempre ao seu dispor.

MPSO

 

Nomeme: Wavutuka Kumdinda
E-mail: kumdynda@muangole.zzn.com

Carissimos,

Cabe-me exprimir aquilo que me vem na alma, sem querer ferir sensiblidades.Comeco por elogiar o bom senso dos jovens no sentido de fazerem esta pagina e louvar o sacrificio e o espirito sadio, irmaos sou KIMBUNDO etnico estou na diaspora como muitos outros e tenho a minha analise sobre esta complexidade que e' o processo de paz em angola...sem querer influenciar mentes mas apercebi-me que o individuos que postaram mensagem nesta pagina consideram o povo OVIMBUNDO como vitima deste processo( guerra) sem querer aceitar que foi o proprio savimbi quem ditou a regra do jogo, portanto qualquer outro povo em angola so estas represarias de complexidade por parte de outro grupos tribal ou etnico isto nao e' so os OVIMBUMDUS ora, meu pai sempre viveu no sul de angola e dempre foi alvo de descriminacao...pelo simples facto de ser kimbundu portanto pessoal nao vamos cultivar o raciocionio tribal mas sim analizar as coisa como devem ser...os OVIMBUNDU sao os inteligentes ou intelectuais em angola que fez esta analise isto e' absurdo nos como seres humanos temos as nossas pontecialidades e nao acredito que esta afirmacao seja um facto...sobre a guerra perpetruada a este povo os OVIMBUNDUS sabem porque existe e nao tenho a unita como partido politico mas sim militar e rompe automaticamente com a constituicao do governo no refer que nao pode existir um grupo armado paralelo ao exercito, a morte de Savimbi na minha opiniao ele sempre duvidou das capaciadades do governo e houve na minha opiniao tolerancia por parte deles, savimbi nao e' politico!..e foi uma perda inreparavel para o povo angolano deve pertencer no quadro historico angolano antes de 1992 depois nao qualifica!..irmaos peco incalcalvemente pela unificacao de ideais e ja mais a favor de campanhas assassinas.  Atenciosamente

 

Caro Wavutuka

Antes de mais as nossas saudações e agradecimentos por nos ter escrito e ter elogiado a nossa página. Queríamos dizer-lhe que nesta página pode dizer o que quiser (sem obscenidades,claro), que, pelo menos a nós não ferirá alguma sensibilidade, pois habituamo-nos, desde há muito, a viver na diferença e na tolerância. Sobre as ideias que emite temos a dizer, em primeiro lugar que, de facto, nos achamos “vitimas deste processo” (guerra). Como disse alguém num dos e-mails posteriores ao seu “não só os ovimbundu (...) têm morrido na guerra, mas são os que mais perderam”. Bem, agora não é bem verdade que a guerra tenha como causa o facto de o Dr. Savimbi não ter acatado “as regras do jogo”. Isso pode ser um motivo para a guerra, mas não a causa. Esta ideia seria tão ingénua com afirmar que as causas da II guerra mundial assentam em Hitler.

A guerra de Angola só pode ser bem compreendida se tivermos em conta alguns factores históricos (colonialismo) culturais, económicos e sociais. O Dr. Savimbi foi apenas um líder que, com o seu carisma e também a sua ambição, soube capitalizar as contradicções do momento histórico em que viveu, e tendo como base a nossa etnia fazer, vingar o seu projecto pessoal. Portanto, para nós, as causas da guerra de Angola transcendem a personalidade desse líder. Agora quanto aos preconceitos inter-étnicos, isso é normal em qualquer país. Cá em Portugal, por exemplo, o Alentejano é motivo de chacota. Em Angola, pelo que nos disseram os nossos pais, acontece os mesmos e na mesma etnia: os kimbundu de Luanda, por exemplo,zombam dos de Malange (não pagam renda); portanto, é normal que o seu pai também fosse discriminado quando esteve no Sul. Mas isso não e grave; grave é quando essa descriminação é institucionalizada e,sobretudo pela força política que está no poder. Agora quanto a inteligência dos ovimbundu, voltamos,mais uma vez a reafirmar as nossas ideias. Não há etnia mais inteligente que a outra; pode,isso sim, haver uma etnia que,pela sua densidade populacional tenha mais pessoas inteligentes que a outra. Por último,queríamos dizer-lhe que mais que ninguém em Angola sofreu, como nós as agruras da guerra e, como tal nós temos uma arma poderosa que é a DEMOCRACIA; DAÍ QUE NUNCA FAREMOS O QUE SR. DESIGNA POR “CAMPANHAS ASSASSINAS”

É tudo que temos para lhe dizer.Escreva-nos sempre

TUDO PELA TRIBO;NADA PELAS ARMAS

MPSO

 

Nome: Francisco Manuel
E-mail: quidala@yahoo.com.br

E de louvar a esta pagina que fala sobre o historial dos Ovinbumdo,uma pagina da Reconciliaçao e Paz,Eu sou natural da Gabela,Provincia do Kwanza-sul,Espero que façam mais algumas noticias da Reconciliaçao,para que os Quinbundos mudam de mentalidade,e queiro saber por esta via,se Provincia do Kwanza-sul e Kinbumdo ou Ovinbundo.

 

Caro Francisco Manuel

Lemos, com muito agrado e satisfação, o seu e-mail e agradecemos as palavras que nos dirigiu pois, muito contrariamente a outros que nos acusam de pretendermos lançar mais lenha à fogueira, nós defendemos precisamente o contrário. Ou seja, a Democracia, a Tolerância e a Paz, para que o conflito deixe de ser de armas, mas de ideias. Logo, não há pessoas mais interessadas que nós na paz e reconciliação.

Agora sobre a questão da mudança de mentalidade dos Kimbundu para com os Ovimbundu, nós somos da opinião que o problema posto assim, está mal colocado. Na nossa opinião não são os Kimbundu que têm medo dos ovimbundu (por causa do voto),mas uma força política que tem os Kimbundu como base étnica de apoio, o que é diferente. Inclusivamente, nós nos perguntamos, várias vezes, se os líderes dessa força são mesmo kimbundu, pois custa-nos entender como no 27 de Maio, dezenas de milhares de kimbundu foram barbaramente assassinados por este força e, sobretudo, grande parte dos intelectuais. Bem, infelizmente, a moda deve ter pegado em Angola, pois o Dr. Savimbi, também fez o mesmo com a sua etnia.

Vamos terminar, respondendo a sua pergunta. Quando se fala de Kwanza-Sul, há que ter um certo cuidado em definir, de um modo linear, se a etnia predominante nessa província é umbundu ou kimbundu. Nós diríamos que coexistem aí as duas etnias. Ou seja, as localidades mais próximas de Benguela, Huambo,Bié, têm uma forte percentagem de umbundus (Seles,Cassongue, Mussende,etc.); no entanto, províncias mais próximas do Bengo e de Malange, têm maior predominância Kimbundu (Quilenda, Calulo,etc.) e não deixa de ser interessante notar que, nessas províncias, os dialectos que se falam, se apresentem como variantes do Umbundu e do Kimbundu. É o caso dos Pinda que se aproximam mais aos umbundu e os Ngoia que se aproximam mais aos Kimbundu. No entanto, os Ambuis, de acordo com vários estudiosos, pertencem à etnia ovimbundu.

Escreva-nos sempre

MPSO

 

Nome: Ndqui
E-mail: mail-ndoqui@bol.com

Aos Povos Ovimbundos, MPSO

 Como Angolano que somos, é digno de nos admirar entre nós, ciente de que somos uma Nação inteligente, mas, quando utilizamos esta, para o bem do desenvolvimento de Angola, no palco de jogo de interesses das classes sociais angolanas " Democracia". Sou Cabinda, estudante universitário no curso de ( RI )Relações Internacionais, já no 7º período. Dado o meu curso exige conhecimentos gerais decidi pesquisar, o finado Savimbi e a UNITA com Organização X, por internet naveguei vários sites entre os estes foi a Nação ovimbundos. admirei o vosso trabalho, fiquei satisfeito de ter encontrado o que li vocês estão de parabéns. Continuem assim pois estão no caminho quase certo. perceptivelmente, vós insinuam democracia Pais junto, a federalização das províncias, como Estados Federas, da Republica Federativa de Angola? Pois tais forma levaria a valorização da pessoa como individuo e este tem costumes diferentes entre nós estes devem ser respeitada de acordo com sua região? sua autodeterminação sem precisar de dividir a nação em várias partículas tão minúsculas. Estou ciente de que é desta forma, que Angola poderá manter-se unida.Não sou partidário de nenhum partido político mas como cidadão devo lhes uma uma critica, aos simpatizantes do Dr. Savimbi não levo-o como cidadão de honra pois, estaremos enganados com ele sempre nos mentiu, foi inteligente carismática até certo modo mais infiel do outro, que o digam os meus amigos NZAU PUNA e TONY DA COSTA FERNANDES, e não só mais todas as tribos angolanas o acolheram, mais ele nos enganou com o seu espírito egoísta, vingador, de um certo modo Hitler, sem muito exagero. Bom trabalho e saudações deste vosso irmão ANDRE NDQUI JUNIOR.

Caro NDQUI

Não temos palavras suficientes para expressar a nossa gratidão ao lermos o seu e-mail e as palavras tão prestimosas com as quais se nos dirigiu. Sobre o tipo de Estado a adoptar, no futuro, em Angola temos a dizer que, talvez seja necessário dividir o país em Estados Federados, aos estilo dos Estados Unidos da América ou do Brasil; ainda que Angola não seja tão grande assim. Ou talvez as coisas deverão manter-se como estão. Este problema das autonomias das províncias tem-se posto, ultimamente, por causa da Governação do MPLA, que incrementou as assimetrias regionais e reduziu Angola apenas a Luanda. O pai de um dos membros da equipa deste nosso Website esteve em Cabinda (Buco Zau) e viu situações muito caricatas de pobreza, miséria e de falta de petróleo para iluminar certas casas. Como é que isso não revolta as comunidades, pois, neste caso, e sabe-se muito bem, Cabinda é praticamente quem está alimentar as modormias dos homens do poder e a própria guerra. Nós temos a esperança de que com o fim da governação do MPLA (que, naturalmente, acontecerá um dia, embora eles não acreditem) essa situação das assimetrias regionais será ultrapassada e talvez, quem lá sabe, até os Cabindenses ou Cabindianos (como quiser) possam desistir das suas pretensões independentistas.Sobre o Dr. Savimbi, tem muito razão. Ele enganou a todos; mais grave ainda enganou-se a si próprio e foi, na verdade, infiel aos seus amigos e colaboradores mais próximos, muitos dos quais lhes tirou a vida. Aproveitamos esta oportunidade para lhe informar que o seu conterrâneo étnico Nzau Puna, foi tão assassino quanto o seu líder Jonas Savimbi. Pessoas há que contam cenas aterradoras dele, que agora quer vestir-se de pele de cordeiro. Aliás, só assim se explica como ele foi,durante muito tempo, o homem mais próximo do Dr. Jonas Savimbi, o que só seria possível com banquetes de sangue. Êxitos no seu curso de relações internacionais e não se esqueça: não deixe de nos escrever: terá sempre uma resposta.

MPSO

 

Nome: LaBelle
E-mail: LaBelle@Hotmail.com

Sou natural do Cubal-Benguela, filho de um bieno com uma caluquembe, portanto Ovimbundu do grupo va-hanha, contudo estranha-me o linha de pensamento que se pretende nesta página daí as seguintes interrogações. Quais são as vossas reais intenções? Imitar as FLEC´s de Cabinda? Porque falam vocês em nome de todos Ovimbundus? Têm a anuncia deles para falarem em seu nome? Pretendem vocês criar um estado Ovimbundo fora do contexto angola. em que iria isso ajudar? Imitar o que aconteceu com a antiga Yugoslávia? Estas pretensões sessessionistas iriam homenagear os 30 e tais anos de guerra do falecido Savimbi? Será que os Tchokwes, Bakongos, Kwanhamas, etc.. tamb´´em não têm a sua cultura, história, mulheres bonitas para reclamarem as nações? Não acham que a revenche apenas iria piorar a situação até aqui criada pelo movimento rebelde UNITA que alegando ideais democráticos arrastou para a senda da guerra, cujas consequências ainda se contabilizam, este mesmo povo ovimbundu na esperança de se redinirem das "humilhações" sofridas?

 

Caro Labelle

Sentimo-nos honrados e gratos com o seu e-mail. Existem, no entanto, alguns equívocos que gostaríamos, desde já, de desfazer: (1) Os reais propósitos desta página são o de unir pessoas, (ovimbundu ou não) vontades e ideias para fazermos com que a nossa etnia sobreviva, pois uma das razões que levou ao surgimento do MPSO, foi a percepção clara da nossa extinção. É verdade que agora somos apenas uma página, mas amanhã quem lá sabe ,poderemos ser gente singular que, periodicamente, se poderia deslocar à Angola com alguns fundos e investir na saúde, educação e agricultura da nossa etnia e, sobretudo, dos Hanhas que, por razões históricas e culturais mais precisam por, de entre os sub-grupos da nossa etnia, serem os que mais ajuda necessitam a este nível; (2) O facto de ter um pai Bieno e mãe de Kaluquembe, não faz de si um Hanha. Pergunte ao seu pai, que ele lhe dirá também isso; agora se por uma questão de vivência se identifica com os Hanha, muito bem; não é grave, porque a identidade e a consciência sub-étnica também se adquire socialmente; (3) O que diz sobre a criação de um estado independente do tipo da Jugoslávia, ou agirmos como a Flec, fez-nos partir o coco de tanto riso. E também nos estranha onde foi descobrir qualquer tendência seccionista no nosso projecto.

E pode acreditar que se nós fossemos um partido político (o que nunca seremos e nem sequer nos interessa sê-lo) não necessitaríamos de recorrer a armas para alternar o poder do MPLA; bastava-nos trabalhar no voto étnico.(4) Reconhecemos ter-lhe induzido em erro pela nossa Declaração de Independência. Bem, ela é clara. Para começar somos uma realidade virtual, as nossas identidades não possuem corpo, ou seja, estamos dentro da civilização do ciberespaço e convém não confundir isso com a situação real ou material. Virtualmente emancipamo-nos do governo do MPLA, pois este não exerce nenhum poder sobre nós e nem sequer reconhecemos a sua soberania. (5) para terminar, apenas uma achega sobre as anuências que tem que se ter para se falar em nome de uma etnia.

A nosso ver esta questão tem que ser posta não em termos de anuência, mas sim de aderência. Ou seja, a aderência a uma força política, ONGs ,religião, movimento associativo é que vai determinar se as pessoas anuem ou não a causa defendida peloss mesmos. É verdade que não houve nenhuma anuência para o Mpla ou o Dr. Savimbi representarem os interesses dos angolanos. Na verdade, só se os angolanos fossem para anitem a existência de duas forças que os destruiu social,cultural,intelectual e militarmente o país. Agora a aderência de vários estratos sociais é que os levou a considerarem que o povo anuía a sua causa nem que fosse para a morte deste próprio povo. Assim, se o nosso projecto tiver a aderência de centenas de milhares de ovimbundu, e não só, seria o sinal mais evidente que temos a anuência de grande parte dos ovimbundu para falarmos em nome deles. Mas não fique preocupado com isso, pois de partidos Angola tem a mais e nós preferimos manter a nossa existência virtual. Talvez um dia, quem lá sabe se podemos passa ao nível do real?

Escreva-nos sempre. Não lhe deixaremos sem reposta.

MPSO

Nome: Afonso Adamo Kilola
e-mail: ANTONI@lgt.org.uk

Com muito prazer saudamos vossa iniciativa. Tal como outros povos da nacao que herdamos duma administracao e/ou feitos coloniais vossas civilizacoes OVIMBUNDU,  sempre sofreram discriminacoes de varia ordem. Mas longe de se organizar uma rebeldia vingativa, a luz da imencidao dos incorruptiveis factos de raizes milenares, vossa iniciativa figura-se paralela a nossa, refiro-me ao MOVIMENTO MONARQUICO DO CONGO, re-fundado ha 11 anos em Londres, com um projecto centenar de restauracao do MUI NOBRE REINO DO CONGO. Estais de parabens pela forca finalmente ganha, de exteriorizar a nacao que na verdade existe no intimo.Calorosamente,

Antonio Joao Alves D'Nazareth e Couceiro

Secretario Geral do MOVIMENTO MONARQUICO DO CONGO.

ANO MMII

Caros senhores do Movimento Monárquico do Congo

Foi com muito prazer e satisfação que recebemos o vosso e-mail e tomamos conhecimento da vossa da existência. As vossas palavras foram muito gratificantes relativamente ao nosso projecto “Nação Ovimbundu”. Também saudamos a vossa iniciativa, de criação de um movimento que visa a restauração do Mui Nobre Reino do Congo, o que acreditamos ser possível desde que se instaure, em Angola, uma verdadeira democracia. Dado o facto de terem, como se vê, uma estrutura organizada e se não é pedir de mais gostaríamos, dentro do bom relacionamento ente as etnias irmãs, nos enviassem os vossos estatutos a fim de trocarmos algumas experiências.Não deixem de nos escrever.Aceitem um forte abraço da equipe do presente Web-Site

MPSO

Nome: Cinjula
E-mail: cinjula@yahoo.com

Parecendo que não, esta página já faz parte do meu quotidiano. São poucas as vezes que não ligo o meu computador para ver "quoi de neuf", nesta página...É uma página que apesar de tudo, merece o nosso elugiu... é uma ideia brilhante; agora esperamos que cresça e dê os seus frutos...Já é uma companhia para muitos de nós, solitários neste imenso mundo...Gostaria imenso, se fosse possível, que houvesse uma "janela" de debates, não só para falarmos de como iremos reconstruir o país, agora que se vislumbra a paz, mas também debater ciência, cultura, etc, etc.... seria interessante... ou já existe...Lembrei-me também de um ponto de encontro... será possível divulgarmos enventos ou outra coisa qualquer?Há um jovem artista que precisa ser lançado no mercado (qualquer um serve), esta talves seria também uma maneira de o fazer... quem sabe não aparece alguém que queira investir? Cuidem-se ovimbundus e não só... Angola é também nossa... e nós, não somos um povo inferior... somos apenas diferentes; fazemos, afinal de contas parte de um mozaïco.... e o que quer isso dizer? Um dos temas que gostaria que viesse à baila é a possível mudança da república "popular" de angola, para uma confederação de nações o que acham os angolanos disso?  há muitos que não gostam desse tipo de conversa... não têm argumento para a sua aversão à esse tipo de assunto... mas já me apercebi, que os que têm fama de espertos e preguiçosos, fazem jus à fama... se formos a ver, haverá alguém que perderia com isso? quem?... os ovimbundus, de certeza que não...suiça é um grande e bom exemplo que a África deveria adoptar... porque teremos que fingir que gostamos de pirão, quando o que no faz sentir vivos é o fungi e vice-versa? porque havemos de fingir que não sabemos falar umbundu, quando é nessa língua que gostamos de houvir as anedotas ou histórias antes de adormecermos? será isso ser-se tribalista? não acho... tribalismo seria gostarmos de nós, realçarmos a nossa cultura e pensar que quem faz diferente, é simplesmente matumbo...e é por isso que muitos ovimbundus têm morrido... amam demais a língua deles...

Caro Cinjula

As nossas saudações. Como se vê tornou-se um dos nossos hóspedes mais frequentes, o que muito nos anima,encoraja a avançar, embora alguns detractores da nossa etnia, chegam, inclusivamente ao cúmulo afirmando que estamos a alimentar o espírito de guerra. Só lamentamos não podermos responder as expectativas dos nossos visitantes, pois o “quoi de neuf” nem sempre surge conforme o vosso desejo. O que se passa é que somos, na maioria, professores universitários e é com muito sacrifício que procuramos conciliar as nossas actividades profissionais com a página. De qualquer das formas, não deixamos de anotar as suas propostas. Estamos já a trabalhar na criação de um chat e de um fórum. Pensamos que dentro de algumas semanas teremos já estas duas ferramentas na nossa Web-Site. Agora questão sobre os eventos, também já pensamos nisso. O problema é que nos encontramos cá na Diáspora e a nossa ida ao país depende essencialmente dois aspectos: a real democratização do País e, em segundo luga,r do suporte financeiro. Bem, se esse não é assim tão complexo pois podemos conseguir patrocinadores, o primeiro è determinante. Seria muito triste o MPSO, realizar um evento em Luanda e depois dele todos pararem na cadeia. Mas estamos certos de que o faremos, não só com temas da nossa etnia mas outros temas de cultura,ciência e arte.Outras propostas são mais simples (ponto de encontro, publicidade cultura de jovens angolanos). Caso tenha qualquer coisa relativamente a isso, é só questão de nos mandar que nós publicaremos na nossa página sem problemas. Outras questões que põem como o tribalismo,federação, etc. poremos em discussão logo assim que o fórum estiver on-line.Apreciamos muito os seus pontos de vista.Não deixe de nos escrever e se tiver um ensaio qualquer também mandar, que estamos a publicar agora outros pontos de vista e opinião. Aceite um forte abraço da equipe deste Website.

MPSO

Nome: José Manuel Hamill
E-mail: jmhamill@multitel.co.ao

Quero felicitá-los pelo vosso magnífico web site. É pena que a maioria das pessoas desta etnia, não tem a possibilidade de partilhar e colaborar no mesmo.Este espaço serve também para unificar todo o povo de Angola, de Cabinda ao Cunene, sem distinção de raças, religiões ou opções políticas. Deixemos de provocações, intimidações e insultos!!. "...O mais importante é resolver os problemas do Povo." - A.A.Neto

De um "Kimbundu" que ama o seu povo, de Cabinda ao Cunene!

Caro Hamil

Obrigado pelas suas palavras e mais vindas de alguém de uma etina irmã nossa, o Kimbundu. Por ironia do destino estamos condenados a ser mais detestados por alguns ovimbundu e mais apreciados por quase todos os kimbundu, o que, nos deixa atônitos. Tem razão quando diz que este espaço também pode unir o povo angolano de Cabinda ao Cunene,pois oara nós a união passa primeira pela aceitação de nós próprios sem cairmos em extremismos, para depois aceitarmos o outro. Ninguém pode gostar o outro sem primeiro gostar de si.E não há mal nenhum que um kimbundu,ganguela,bakongo,etc.etc. aprecia e asua.

 

 

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