Nota

Dado o momento de transcendente significado histórico e político que se está a viver em Angola, cujo pano de fundo assenta no desaparecimento físico do Dr. Jonas Malheiro Savimbi, e tomando em consideração que este facto abre,sem sombra de dúvidas, uma nova fase para a vida desse País, achamos por bem publicar uma série de artigos relativos a este assunto. Alertamos, no entanto, aos nossos visitantes que o teor dos mesmos não reflecte, necessariamente, os pontos de vista do MPSO, como também os seus subscritores podem ser, ou não, simpatizantes da nossa causa. Finalmente, queríamos acrescentar que respeitamos todos os princípios atinentes aos direitos de autor e convidamos a todos que queiram utilizar este espaço para publicarem os seus artigos que o poderão fazer sem restrições ou censuras de qualquer tipo.

MPSO, Bruxelas aos 7 de Março de 2002.

 

Paz com sabor Agridoce.

Por: Bailundo Assumido

Finalmente a PAZ chegou e graças ao MPLA; parabéns MPLA por ter trazido a PAZ ao angolanos; PAZ há muito almejada, mas nunca conseguida. Sobretudo parabéns para si, Sua Excelência Sr.Engenheiro José Eduardo dos Santos, Presidente da República. O seu gesto e inteligência farão com que, como afirmam os seus fãs, fique na história angolana, conhecido como o Arquitecto da PAZ. Não importa que essa PAZ tenha sido feita dentro do lema “Fazer a guerra para acabar com a guerra” e com a exclusão definitiva do homem que sempre lhe criou medo. Leia

 

Savimbi foi o pior inimigo de si próprio.

Por: Sousa Jamba

Jonas Savimbi era um homem altamente complexo e cheio de contradições. Gostava muito de livros e da educação, mas matou muitos intelectuais que divergiram dele. Afirmava ser um lutador pela democracia e pela economia livre, mas criou escolas para quadros, onde eu próprio me licenciei, que ensinavam o maoismo. Dizia-se um democrata, mas não tolerava as críticas. Para alguns angolanos, Savimbi é a encarnação do diabo; para outros, é um dos líderes mais inteligentes, mais determinados e mais corajosos que Angola teve até hoje. Qual será, então, a verdade?...Leia

 

Conseguirá Eduardo dos Santos Sobreviver?

Por: Jose Agualusa

Terá sido possivelmente o homem mais extraordinário que passou por Angola - e o pior. Foi, como um ciclone, admirável e pavoroso. Jonas Malheiro Savimbi viveu com fúria; teria de morrer com fragor. Cumpriu-se, afinal, um velho provérbio ovimbundo: faca de guerra, morre na guerra. O filho do velho Lote, um humilde funcionário dos Caminhos de Ferro de Benguela, poderia ter utilizado a incrível energia com que atravessou o seu tempo - uma força quase mágica, que emanava dele como uma luz, e impressionava quem quer que se aproximasse - para se transformar num segundo Nelson Mandela. Preferiu ser Átila. Leia

 

Há várias formas de se fazer Guerra.

Por: Jerry Bender

Passados mais de um quarto de século, a frase mais comum utilizada e ouvida entre os que detém o poder em Angola, é que não era possível fazer-se isto ou aquilo por causa da guerra. Desde 1975 até 1989, esta explanação dada por fazer-se pouco ou nada para a população, especialmente àquelas que vivem no interior, era devido a presença dos Sul Africanos no País. Desde 1989 esse motivo passou a ser Savimbi. Em ambos os casos, a premissa básica tem sido de que não era possível equipar-se as Forças Armadas e implementar políticas sociais ao mesmo tempo. Mais precisamente, que a única forma de se fazer a guerra era com soldados que tenham o equipamento mais sofisticado disponível. Leia

 

 

 

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