Forum

Comunicado

Os Ovimbundu

Análise Politica

Declaração sobre a Paz

Artigos de Opiniao

Declaração de Independecia

Galeria Fotográfica

Celebridades da Etnia

 

 

Imprimir
Imprimir

 

 


Ojango

Print

Planejamento Estratégico para o Sector Petrolífero Angolano

Por: Mario Cumandala
Economista/Consultor Internacional

Abstract

Um relatório interno do FMI (Fundo Monetário Internacional) relata que cerca de 1 bilhão de dólares desapareceu da caixa do Governo no ano passado. Esse dinheiro representa o triplo dos recursos enviados ao país em ajuda humanitária. O relatório ainda mostra que nos últimos quatro anos mais de US$ 4 bilhões desapareceram. O Governo já contestou as acusações. Angola é frequentemente acusada de corrupção, mas esta é a primeira vez em que problemas administrativos nessa escala foram relatados por uma organização do porte do FMI.

Preâmbulo

Angola oferece condições muito mais atractivas e muito menos custosas que qualquer outra offshore no mundo. Analistas na área dos petróleos reconhecem que a produção do crude Angolano poderá superar 2.1 milhões de b/ por dia até o ano 2010 e lá para 2020 quase triplicando para 3.3 milhões de b/por dia. Por causa destas projecções, qualquer futuro Governo da UNITA precisa, desde já, de projectar uma estratégia a longo prazo para o crude Angolano. Por outro lado, o facto de que o petróleo Angolano já e a alternativa mais barata e segura para os Estados Unidos em relação aos fornecedores do Oriente Médio, torna-se imperativo capitalizar nesta simbiose económica. Angola é neste contexto um parceiro estratégico para Washington. O caso da Arábia Saudita merece referência. Este pais tem capitalizado de forma tangível de sua posição estratégica com os Estados Unidos. Infelizmente, não se pode dizer o mesmo sobre Angola. Razoes; um Executivo com mãos sujas não pode negociar além do oferecido pelas companhias petrolíferas.

Análise e Recomendações

Com este tipo de teorias de expectativas consideradas racionais, quem se deve beneficiar das receitas do ouro negro? Como devem ser distribuídas estas receitas? Deve o Parlamento ou o Tribunal Supremo pronunciar-se sobre o assunto? Estas e outra perguntas se tornam cada vez mais legitimas diante das fugas de receitas que o Fundo Monetário vem divulgando. As receitas do Governo Angolana provêm, basicamente, de duas fontes; petróleo e diamantes. O petróleo sustentou a Guerra do Mpla contra a Unita e os diamantes a Guerra desta contra o Mpla. Muitos Angolanos hoje encontram consenso no facto de que Eduardo dos Santos está usando as receitas do petróleo para comprar os Audis para os políticos. Como poderá a UNITA desfazer esta crença popular? Que estratégia devera ser usada pela Unita para que as receitas do petróleo possam ir ajudar a construir uma escola na aldeia, ao invés de uma viatura para os políticos?

O Parlamento ou o Tribunal Suprema Angolano podem decidir se os ingressos do petróleo devem ir para o Governo ou para as províncias produtoras. Este parece ser um cenário a “Janu”, o deus romano com duas faces. Aqui ver-se-ia a sorte do governo, as 18 províncias, as cinco províncias produtoras de petróleo e as pessoas que ai vivem, definidas a longo prazo. Desde 1975, todas as receitas provenientes do petróleo, tem sido supostamente encaminhadas para os cofres do Estado. Talvez a razão da complexidade do conflito de Cabinda. As províncias tem sido silenciadas nas sua reivindicações ao pedaço do bolo negro que suas províncias produzem. Este é um ingrediente de conflitos futuros e precisa-se encontrar soluções estratégicas e abrangentes. Aqui pode-se, em termos de política fiscal, argumentar-se o facto de que o governo, terá o seu pedaço através de taxas e impostos que caso as receitas sejam pagas as províncias, estas por seu turno pagarão ou governo central. De momentos não parece existir um sincronismo entre os desejos e a ira dos habitantes das províncias produtoras e os governos provinciais. Esta seria uma dicotomia perigosa para muitos governadores que sabem que não é o eleitorado provincial que lhes mantém ai, mais sim o seu partido e a este, eles prestam contas. Vejamos que os habitantes das províncias produtoras de petróleo e diamantes em Angolas, são os mais pobres. Eles enfrentam problemas de falta de combustível, infra-estruturas, falta de indústria ligeira e pesada, sem sistema educacional, saúde e empregos, combinados com uma poluição massiva. Suas terras aráveis, tem que acomodar o escoamento do petróleo, seus rios andam poluídos pelo petróleo e fumaça. Até quando poderão eles deter sua ira?

Solução

ESTABELECIMENTO PELO FUTURO GOVERNO DA UNITA, DE UM “FUNDO DE PETROLEO”

Este fundo servirá como um instrumento para ajudar a política fiscal do Governo e tornar o uso das receitas do petróleo mais transparente. O fundo deverá ter quatro objectivos principais. Deverá servir como estratégia para conter as variações temporárias no preço do petróleo. Servira como instrumento para lidar com os desafios financeiros relacionados com a população da terceira idade. Transferência de riqueza para as gerações futuras, investindo em projectos como pontes, estradas, museus, edifícios de arquitectura internacional, hospitais, universidades e residências. Uso do fundo como meio de suplementar o programa de segurança social para todo Angolano necessitado.

Como funcionaria esse fundo?

Receitas de Petróleo + Juros nos investimentos = Fundo

Fundo transferido para financiar o déficit do orçamento não petrolífero.

Modelo de Gestão

O Fundo devera ser estabelecido par uma acta do Governo/Parlamento. O Ministério das Finanças seria o gestor do Fundo. O Ministério das Finanças pode delegar a responsabilidade de gestão e operações do Fundo ao um Banco Nacional através de um contrato. O Governo e o Ministério das Finanças, decidirão as estratégias e regulamentos na gestão do Fundo. O Parlamento devera ser consultado em caso de qualquer mudança nos estatutos do Fundo. O Parlamento devera ser informado regularmente sobre os desenvolvimentos do Fundo. Caberá ao Ministério das Finanças, preparar as decisões estratégicas para o investimento do Fundo [portofolio], e os limites do risco. Caberá ao Banco, levar a cabo as estratégias de investimento, gestão do risco, contabilidade, divulgação de resultados e oferecer conselhos profissionais ao Ministério. A auditoria, devera ser da responsabilidade do Tribunal de Contas que por sua vez, apresentara seu relatório directamente ao Parlamento.

Benefícios imediatos para a Unita

Este estudo segue um esquema sustentável e usado com sucesso na Noruega e Holanda. Estes dois países conseguiram sistematicamente gerir o Fundo de petróleo com transparência e enormes benefícios para a geração presente e futura. Para a UNITA como “Governo in Waiting”, e importante adoptar modelos com índole internacional e aplicá-los à realidade de Angola. Este programa, não tem paralelo em Angola pois que não existem na política do Governo nenhum dos quatro pontos acima mencionados. Em matéria de vantagem estratégica, a UNITA não só estará ganhando simpatia dos Angolanos, mas também respeito internacional em apresentar uma alternativa à política do Governo, na área do petróleo.

Washington, D.C.

 


Top

 

 

 


home

Ojango

 


Home

 

Lições de Umbundu

Literatura

Denúncias

Deturpações

Culinária

Comentários

Pontos de Vista