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Comunicado.

O Movimento em Prol Sobrevivência dos Ovimbundu, MPSO, em face do infausto acontecimento que culminou com a morte, em combate, do Dr. Jonas Malheiro Savimbi, reunido de emergência, em Amsterdão, aos 23 de Fevereiro de 2002, vem, por este meio, declarar à etnia ovimbundu e à comunidade internacional o seguinte:

1. O MPSO, deplora a forma como o MPLA pretende pacificar o País, pois ao invés de lutar por conseguir a paz através do diálogo, tolerância e respeito mútuo, insiste na táctica comunista de juncar o solo de cadáveres, sobretudo dos líderes da oposição;

2. O MPSO, pede encarecidamente a todos ovimbundu para se manterem calmos, serenos e para conterem, em silêncio, a sua dor e revolta, não vá o MPLA, arranjar mais um pretexto para perpetrar outro massacre às populações e aos quadros Ovimbundu;

3. O MPSO ao lutar, de modo acérrimo, contra a extinção da etnia ovimbundu, pede a todos os soldados e oficiais das FALA, que deponham as armas e se integrem na sociedade do MPLA, pois de nada lhes valerá insistirem na guerra, porquanto se sabe que ela só trará mais dor e luto à etnia;

4. O MPSO, deplora os pronunciamentos de alguns dirigentes da Unita, daqui do exterior, que, ao invés de contribuírem para a instauração de um clima de paz e sem violência em Angola, fazem apelos à continuação da guerra, cujas consequências serão única e exclusivamente a continuidade do extermínio dos ovimbundu, tal como pretende o MPLA.

5. O MPSO,embora reconheça e tenha reprovado, em várias ocasiões, as posturas negativas do Dr. Jonas Savimbi, é da opinião de que ele foi um combatente contra o colonialismo português e que, por isso, deve figurar, na nossa galeria étnica ao lado de Mutu-ya-Kevela, Samacaca e outros; pelo que, exige do governo de Angola que redima a sua imagem e organize um funeral à altura de um General que, embora adversário,soube morrer com honra.

6. O MPSO, enaltece a coragem e a determinação do Dr. Jonas Savimbi que, pese embora percepção do risco, preferiu morrer em combate, convertendo-se, assim, no primeiro MÁRTIR da etnia ovimbundu.

7.O MPSO exprime o desejo de que todos os líderes dos partidos políticos, quadros,fazedores de opinião de base étnica ovimbundu se unam à volta do ideal da paz e democracia, com a certeza de que a democracia e as ideias são mais poderosas que todas as armas do mundo.

Tudo pela Tribo, Nada pelas Armas.

MPSO, Amesterdão aos 23 de Fevereiro de 2002.

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