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Declaração do MPSO 
Tomando em consideração
os novos contornos do processo político angolano,
e o facto de a Unita estar, inquestionavelmente, associada
às razões que conduziram ao surgimento
do MPSO, porquanto o genocídio étnico
a que os Ovimbundu têm sido objecto foi motivado
pelo receio, politicamente justificado, dessa força
política chegar ao poder graças à
sua base social, o MPSO não pode ficar indiferente
ao novo quadro político angolano, sobretudo
na véspera da realização do IX
Congresso da Unita a realizar-se nos dias 24 a 27
de Julho; de modo que vem declarar o seguinte:
Leia 

Fantasma de Savimbi aterroriza MPLA 
Por:
Pedro Mufuma
Existem poucas dúvidas de que
a néscia política angolana protagonizada,
actualmente, por políticos néscios ligados
ao partido no poder e que se arrogam o direito de
se apresentarem como os únicos representantes
do Povo Angolano com o apanágio de usufruírem
das riquezas do país começa, aos poucos,
a descambar para o lado mais escabroso. A classe política
angolana no poder, e a elite que a sustenta, sempre
fez tábua-rasa aos factos históricos
que vão acontecendo aqui e acolá, supondo,
com presunção, de que as suas opções
e métodos de actuação são
os mais eficazes, relativamente aos objectivos por
si preconizados...Leia 

Uma lição de Honra e Dignidade
Por:
Laura Ulica
Tem-se dito
que o distanciamento a um acontecimento é directamente
proporcional à sua compreensão. Isso
tudo a propósito dos últimos eventos
que estão a decorrer em Angola e que, aos poucos,
se vão tornando mais claros, embora com alguns
contornos sombrios, pouco esclarecidos e, infelizmente,
matizados de uma relativa desconfiança.A primeira
questão que melindra qualquer indivíduo
interessado pela política angolana, é
a de saber como foram os últimos minutos que
antecederam a morte do Dr. Jonas Savimbi? Leia
As feridas invisíveis da guerra
Por: Dr.Manuel
Utondosi (PhD em
Psiquiatria)
A guerra e a paz
enquanto dois processos sociais, que concorrem para
o mal (a guerra) e para o bem (a paz) do homem espelham
bem a complexidade da interacção dos
grupos sociais no processo da luta pelo poder. As
noções de guerra e paz assemelham-se
a uma face de duas moedas: numa das faces estampa-se
o carácter destrutivo e noutra cunha a necessária
reabilitação das sequelas sociais, económicas
e psicológicas, causadas por aquela. Leia

Imperialismo Ovimbundu: um falso problema
Por. João
Kanjongo
O Imperialismo
ovimbundu é, sem dúvida, a afirmação
mais desconexa que se ouve em alguns certos círculos
de intelectuais angolanos. À primeira vista
nada parece mais estranho do que atribuir a um determinado
grupo étnico, pretensões que se possam
assumir como imperialistas. Tais ideias podem não
estar plasmadas em livros, relatórios ou actas,
mas ouvem-se de pessoas (quase sempre em ambientes
restritos) muitas das quais ligadas a assistência
humanitária e algumas ONGs, e cuja linha de
fundo assenta na tese segundo a qual se está
a processar, em determinadas zonas do País,o
que se denomina por imperialismo Ovimbundu.
Leia

É possível uma educação
para a Paz?
Por. Evaristo
Katata
O próprio facto
de ter de colocar uma tal questão é,
por si só, significativo. Após quinze
anos de actividade da Sociedade das Nações,
eis-nos forçados a ver, que os povos desconfiam
suficientemente uns dos outros para que o «nacionalismo»
do vizinho e as suas tendências, à autarcia
económica, impeçam qualquer um de sonhar
em organizar no seu território uma verdadeira
educação para a paz. A insegurança
é tal que falta neste domínio toda a
convicção. Mesmo aqueles que, por dever,
dão continuidade ao ensino da colaboração
internacional, não conseguem fazê-lo
sem restrição mental. Leia

Morte de Jonas Savimbi: O efeito bola de neve
Por: Pedro
Mufuma
O dia 22 de Fevereiro foi, para todos
os efeitos,um dia dramático e tétrico;
dramático, porque, tal como nos outros dias,
o Dr. Jonas Malheiro Savimbi, como era de costume,
na sua qualidade de General, se havia preparado para
mais um dia de rotina. Logo pela manhã meteu
o seu uniforme verde, fez a toalete e, possivelmente,
aguardava pelo evoluir da situação.
No entanto, a perda, dias atrás, das duas colunas
que o guarneciam não augurava nada de bom.
Estava praticamente exposto às forças
do MPLA, constituídas por milícias,
polícias e soldados do exército. E,
tal como Che Guevera, na Bolívia, o Dr. Savimbi
nem sequer se deu conta que o inimigo estava a poucos
passos de si e lhe crivava, segundos depois, o corpo
com sete balas. Foi assim, de uma forma aparentemente
fácil, e quase inacreditável- para um
homem tão experiente nas andanças da
guerra-, que terminava a vida de um líder carismático
e de um homem, que fez da guerra o seu cavalo de batalha
para um dia vir a ser Presidente do País que
o vira nascer. Dizem as pessoas que o conheceram de
perto que, em certas ocasiões, lhes perguntava
se um dia viria a ser, de facto, Presidente de Angola
e condoído pela dúvida vertia algumas
lágrimas. Talvez por notar que este desiderato
se encontrava cada vez mais distante dele. Leia

A "Paz Militar" em Angola: Um paradoxo
(breve análise do ensaio
de Carlos Pacheco)
Por: Tadeu
Kahombo
Dado o evoluir dos acontecimentos em
Angola, e em função das perspectivas
que se traçam, nada melhor que trazermos aqui
o ensaio a "Paz Militar" em Angola de Carlos
Pacheco. Consideramos o ensaio de um grande valor
heurístico e que permite, da melhor forma,
esboçar alguns contornos sobre o futuro próximo
de Angola. Recorde-se que Carlos Pacheco é
um historiador angolano, a viver actualmente no Brasil
onde se dedica à investigação
histórica,sobretudo em aspectos que têm
a ver com as relações entre Angola e
Portugal colonial. Tem, para além disso, várias
obras publicadas. O ensaísta Carlos Pacheco
começa por esboçar uma hipótese,segundo
a qual "as forças militares do governo"
conseguem, de facto "destruir ou dominar a máquina
de guerra da UNITA". Em caso afirmativo, o ensaísta
diz mais adiante que se isso, de facto, acontecer,
caberá perguntar se esta derrota irá
fazer com cessem "para sempre as hostilidades".
Leia 

Jonas Savimbi: O elevado preço da falta de
versatilidade.
Por: Tiago
Kahombo
Entre 1876 e 1893, reinava no Bailundo
Ekuikui II, substituto de Ekongo-Lyo-Hombo, quando
o reino entrou em grande alvoroço. Foi numa
altura em que, no planalto, os reinos iam caindo,
um a um, nas mãos dos colonialistas portugueses.
Os emissários dirigiram-se a Embala e disseram
a Ekuikui II que o reino estava em vias de ser atacado.
A notícia correu célere, deixando o
povo numa aflição e preocupações
extremas. E as razões não eram para
menos: todos se recordavam da prisão, feita
pelos portugueses, do rei Cingi I, um século
antes. Para não falar do reino do Viyé,
há uma centena de anos nas mãos dos
colonialistas. Leia 

Unita Renovada: Entre o Absurdo e a Venalidade
Por: Manuel
Chimbungo
Recordo-me de uma vez se ter falado
da UNITA-RENOVADA num dos canais da televisão
portuguesa. O jornalista queria saber da opinião
de Manuel de Santos Lima sobre esta emergente organização
política, ao qual ele respondeu, que não
augurava grandes sucessos na arena política
angolana, por ser um partido sem história.Nós
diríamos um partido sem passado e, como é
óbvio, os partidos sem passado também
não têm futuro. Na verdade,a formação
da UNITA-RENOVADA não partiu, como acontecem
nesses casos, da consciência de um grupo de
políticos que, em face de um vazio político,tenha
decidido, na base de um programa de acção,
com objectivos bem definidos. Leia

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